Sabores da Tradição: Um Banquete à Moda de Minas



“Todo mundo quer ser chef de cozinha, mas ninguém quer cozinhar.” - Érick Jacquin


 Minas Gerais é aquele estado que cheira a café fresco, soa como viola ao entardecer e tem gosto de queijo derretendo no pão de queijo saindo do forno. Em Belo Horizonte, capital mineira, a gastronomia é um verdadeiro passeio cultural — cada prato carrega um pedacinho da história do povo mineiro.

 O pão de queijo, por exemplo, nasceu nas fazendas coloniais, quando os mineiros usavam polvilho e queijo curado pra aproveitar os ingredientes da roça. Hoje, ele é símbolo de Minas no mundo inteiro. E quem nunca provou um feijão tropeiro num almoço de domingo... tá perdendo a essência de BH!

 No Mercado Central de Belo Horizonte, o coração da cidade bate entre aromas de doce de leite artesanal, queijos premiados, cachaças de alambique e o burburinho das conversas que ecoam pelos corredores. Ali, comer e prosear andam juntos — porque mineiro não vai só comprar, vai contar um “caso”, dar risada e sair com o coração cheio.

 Mesmo com a modernização, BH mantém um equilíbrio bonito entre o antigo e o novo. As cafeterias mais descoladas servem café coado na hora, acompanhado de quitandas que lembram o interior, enquanto os restaurantes reinventam os clássicos com um toque gourmet — tutu de feijão, frango com quiabo e canjiquinha ganham nova vida sem perder o sabor da tradição.

 A verdade é que a comida mineira é mais do que alimento: é afeto. Cada receita carrega uma lembrança de família, um pedaço da roça, uma história contada ao redor da mesa. Comer em Minas é sentir o tempo desacelerar, é se conectar com as raízes e entender que tradição também tem sabor.

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